Geoprocessamento é a área do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais (SIG – Sistema de Informação Geográfica) para o tratamento da informação geográfica.
O objetivo principal do geoprocessamento é fornecer ferramentas computacionais para que os diferentes analistas determinem as evoluções espacial e temporal de um fenômeno geográfico e as interrelações entre diferentes fenômenos.
Pode ser considerado como um conjunto de pelo menos quatro categorias de técnicas relacionadas ao tratamento das informações espaciais:
Para a AIPD, o geoprocessamento tem uma conotação desenvolvimentista, uma vez que objetiva-se auxiliar os Municípios da região de atuação a buscarem o seu desenvolvimento através da análise de documentos cartográficos que representam à realidade municipal atual e em séries temporais.
A AIPD presta, entre outros, os seguintes serviços ligados a área de geoprocessamento:
Os mapas básicos municipais são um importante instrumento de gestão pública, a partir do qual torna-se possível à elaboração dos mais variados planos de ação por parte do Poder Público Municipal. A elaboração destes mapas se dá com base nas Cartas Topográficas da 1ª Divisão de Levantamentos do Exército Brasileiro, em escala 1:50.000. As feições representadas neste mapa são: linhas de limite, hidrografia, rede viária, sede urbana e localidades.
Considerando-se a grande defasagem dos dados existentes nas Cartas Topográficas, uma vez que estas são datadas da segunda metade da década de 1970, a AIPD, com o uso de equipamentos GPS, busca atualizar as informações referentes à rede viária, localização de escolas, localização de poços artesianos, redes de transporte escolar e outras, de acordo com a necessidade dos seus clientes. Estes processos permitem aos municípios terem em mãos um atualizado e preciso instrumento de gestão.
O mapa altimétrico é resultado da digitalização das curvas de nível em equidistância de 20 metros, a partir das Cartas Topográficas em escala 1:50.000. O mapa de classes de declividade, por sua vez, é gerado a partir das curvas de nível em eqüidistância de 20 metros, dividido em diferentes classes compatíveis com os diferentes usos e potencialidades agrícolas, podendo ser igualmente definidas áreas de preservação permanente obrigatórias em virtude das diferenças de declividade existentes na área em questão.
A partir do processamento de imagens orbitais, torna-se possível à identificação da cobertura florestal ou vegetal de áreas municipais, regionais ou de propriedades rurais, auxiliando assim no desenvolvimento de projetos ambientais. As imagens orbitais utilizadas são dos mais variados satélites e resoluções, escolhendo-se sempre a mais adequada ao propósito da utilização do mapa ou as que financeiramente trazem o maior resultado ao cliente.
A partir do processamento de imagens orbitais, torna-se possível à identificação do uso do solo de áreas municipais, regionais ou propriedades rurais, auxiliando assim no desenvolvimento de projetos ambientais e de reestruturação do manejo realizado nas propriedades rurais. As imagens orbitais utilizadas são dos mais variados satélites e resoluções, escolhendo-se sempre a mais adequada ao propósito da utilização do mapa ou as que financeiramente trazem o maior resultado ao cliente.
A elaboração da planta urbana municipal busca auxiliar no planejamento e gestão das cidades, a partir do disposto no Estatuto da Cidade e do Plano Diretor, bem como num processo de automação do Cadastro Urbano. A planta é elaborada com a utilização de GPS Geodésico de alta precisão para o levantamento de dados a campo e posterior processamento das informações. As principais feições mapeadas e representadas são: quadras, equipamentos públicos, campos de futebol, rede hidrográfica, perímetro urbano, delimitação dos bairros e restituição de curvas de nível em eqüidistância de 1 metro.
Além do uso do GPS com exaustivos trabalhos de campo, pode-se utilizar imagens de satélite de alta resolução IKONOS ou QUICK BIRD, buscando apresentar um trabalho mais qualificado a partir da alta performance na visualização de informações a partir destas imagens. Estas nos permitem mapear de forma bastante precisa questões referentes ao meio ambiente e ao uso e ocupação do solo.
A planta urbana elaborada a partir de processos de georreferenciamento, é um instrumento amplo de gestão, a partir da qual torna-se possível efetuar qualquer alteração que tenha sido feita na área urbana, incluindo, suprimindo ou alterando informações.
A AIPD trabalha com a elaboração de diversos mapas, buscando sempre atender as necessidades daqueles que procuram os seus serviços. Alguns exemplos de mapas que podem ser produzidos:
A reestruturação ou atualização de cadastros técnicos municipais em conjunto com uma legislação bem elaborada (Código Tributário), a apuração correta e a manutenção constante das informações cadastrais em que se fundamentam as municipalidades para lançar seus tributos, constituem, ou deveriam constituir, as preocupações primeiras da administração tributária das prefeituras.
A adequada modelagem do banco de dados e do cadastro técnico, sua desatualização e omissão da real situação de contribuintes e do potencial arrecadatório municipal, fazem com que, até mesmo a utilização do mais potente software de gerenciamento tributário, não represente uma verdadeira informatização do setor. Isto ocorre em virtude deste processo transformar-se numa reprodução automatizada e tecnologicamente mais bem acabada dos antigos arquivos de fichas e da velha, imprecisa, inoperante e resistente burocracia.
Um dos produtos a partir do qual a SIPD está buscando trabalhar é o Cadastro Urbano voltado para a funcionalidade descrita acima. Acreditamos que este é um dos instrumentos mais importantes que a municipalidade tem a sua disposição para buscar arrecadação e controlar o processo de desenvolvimento da cidade em conjunto com o Plano Diretor.
"Planejar o futuro da cidade, incorporando todos os setores sociais, econômicos e políticos que a compõe, de forma a construir um compromisso entre cidadãos e governos na direção de um projeto que inclua todos, é o desafio que o Estatuto da Cidade impõe a todos os Planos diretores, obrigatórios para cidades brasileiras até 2006. Não queremos que o Estatuto da Cidade seja uma imposição meramente formal apenas para os municípios com mais de 20 mil habitantes." (Ministério das Cidades)
Neste sentido, a AIPD possui uma equipe interdisciplinar para atuar junto aos Municípios buscando elaborar ou atualizar os planos diretores dentro do que estabelece o Estatuto da Cidade, Lei Federal 10.257/2001. A equipe é formada por profissionais das áreas de Arquitetura, Engenharia Civil, Geografia, Geologia e Direito.
O GPS, Sistema de Posicionamento Global, vem auxiliando no desenvolvimento de atividades das mais variadas áreas técnicas. Assim, o levantamento de coordenadas com GPS, seja de navegação ou geodésico de alta precisão, podem ser aplicados, por exemplo, nas seguintes áreas: localização de equipamentos públicos; redes viárias; redes de água, luz ou telefone; localização de poços artesianos; levantamentos topográficos; quotas de alague em barragens; inventários para a instalação de barragens e outros.
A Lei Federal 10.267/2001, conhecida como Lei do Georreferenciamento de Imóveis Rurais, tem o objetivo de fazer um completo levantamento da situação fundiária brasileira junto ao INCRA. A realização destes levantamentos segue normas técnicas específicas, que promovem a padronização dos levantamentos a campo com GPS. Assim, a AIPD atua nesta área com profissionais habilitados junto ao INCRA para a execução desta atividade.
Na atualidade, a instalação de qualquer tipo de empreendimento que possa causar impactos ao meio ambiente (indústria, agroindústria, pivô central de irrigação, cooperativa, metalúrgica etc) é passível de licenciamento junto aos órgãos ambientais competentes (FEPAM – SEMA – DRH – IBAMA).
De acordo com o tipo de empreendimento ou impacto que venha ser causado ou que esteja sendo causado, são necessárias diferentes ações. Neste sentido, a AIPD presta acessórias com o objetivo de encaminhar da melhor forma possível os licenciamentos necessários junto aos órgãos competentes.
O ensino de Geografia apoiado em materiais cartográficos traz maior dinamismo às aulas, ao mesmo tempo em que faz com que os educandos possam situar os acontecimentos e fenômenos que vem sendo estudados.
A aplicação de mapas na área de ensino ocorre não apenas nas aulas de Geografia, como podem ser utilizados também por outras áreas do conhecimento, como História, Biologia e outras. Assim sendo, a AIPD produz materiais didáticos como mapas temáticos, mapas mudos e Atlas Escolares municipais, de acordo com a necessidade das Secretarias de Educação e Escolas.
A partir do Atlas Escolar, torna-se possível à realização de diversos trabalhos, uma vez que este é composto por mapas que representam a situação municipal, regional, nacional ou mundial nos mais variados aspectos.
Pode-se apontar como um exemplo de estrutura de Atlas, a que segue: